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segunda-feira, 26 de março de 2012

Kléber e Oscar


                Mais uma vez a dupla Grenal se depara com situações da mesma forma semelhantes e desta vez igualmente incômoda.
                Todo mundo sabe que o principal objetivo para o primeiro semestre da dupla é Libertadores pro Inter e Copa do Brasil pro Grêmio e ambos hoje estão com um pé atado nas costas. Oscar, por causa do imbróglio com o São Paulo, pode ficar de fora da Libertadores e Kléber para por no mínimo 120 dias devido a fratura sofrida ontem contra o Cruzeiro.
                Em minha opinião o tricolor sentirá mais falta do Gladiador do que o Inter de seu jovem armador, digo isso pois o colorado tem mais plantel e mais gente pra assumir o time no caso da ausência de Oscar, mesmo que sua ausência na Bolívia tenha se mostrado primordial. D’Alessandro e Dátolo podem muito bem assumir esse papel, além de ter em Damião uma referência matadora no ataque. O Grêmio por sua vez sofrerá muito mais, pois Kléber vinha sendo a referência maior do time e não vejo opções que o substituam hoje, creio que a melhor opção seja o deslocamento de Bertoglio ao ataque e quem sabe alguma contratação pra animar a torcida (Rodriguez) que sentiu muito a perda de Kléber por boa parte da temporada e principalmente pois não jogará mais na Copa do Brasil.
                Não quero jogar a toalha ou ser pessimista, mas as chances do Grêmio sem Kléber na Copa do Brasil diminuem muito mais do que as do Inter sem Oscar na Libertadores. Se é na hora da dificuldade que saem os grandes títulos, veremos ainda neste primeiro semestre.

domingo, 18 de março de 2012

Dupla Grenal em alta


Encerrada a terceira rodada da Taça Farroupilha Grêmio e Inter estão com a moral em alta, ambos tem notícias de sobra para comemorar e prospectar tanto no âmbito futebolístico como clubístico.
                O Grêmio comemorou nesta semana a conclusão de 60% das obras da Arena que cresce e se desenvolve a todo vapor deixando a torcida e dirigentes empolgados com o ano de 2013, aliado a isso Luxemburgo encontrou equilíbrio no time, mesmo sendo somente o Gauchão, e jogadores importantes vem jogando bem e fazendo diferença, Kléber, Moreno, Gabriel, J.César, Souza, Léo Gago, com o adendo dos reservas que estão dando conta do recado, no caso mais famoso de Bertoglio, que assume status de ídolo inclusive com sua camisa número 7 sendo a terceira mais vendida pelo clube no mês de março.
                Já o Inter ainda comemora suspirando de alívio a assinatura do contrato com a construtora Andrade e Gutierrez para as obras do Beira-Rio, vitória de uma direção que levou com zelo a situação e não se dobrou (aparentemente) aos percaustos ocorridos na negociação. E se o contrato parece que vai ser assinado, o bom futebol do time parece ter engrenado novamente, D’alessandro sai e um Dátolo cai como uma luva no time, Damião volta a encontrar as redes e até reservas crescem, casos de Jô e Jajá.
                Nas duas últimas rodadas no Gauchão, a dupla fez 9 a 1 nos times do interior, sendo que anteriormente o Grêmio vinha de virada na Copa do Brasil e o Inter no meio emendou uma goleada na Libertadores.
                Há motivos de flauta amanhã, para ambos os lados, mas como poucas vezes acontece no ano, Gremistas e Colorados têm motivos de sobra para desfilarem com a camisa do time nesta segunda-feira, juntos.

domingo, 4 de março de 2012

Futebol e Inteligência

Quantos de vocês já notaram a gigantesca diferença entre as respostas nas entrevistas de jogadores de futebol com outros esportes, como vôlei, por exemplo?

Pessoalmente gosto de ver algum jogador que não conheço dando uma entrevista, só para ter uma idéia (superficial é verdade) do "QI" do atleta. Claro que não tenho condições de julgar pois vários fatores influenciam como timidez e outros, mas se observarmos no futebol é quase que uma unanimidade a padronização das respostas nas entrevistas, e isso não se resume a jogadores humildes e de times pequenos, é só dar uma olhada mais atenta nos grandes times que facilmente vamos ouvir os bordões já sabidos de todos.

Agora se você já viu, como eu, as entrevistas de quadra com jogadores de vôlei ou basquete nota na hora a discrepância nas respostas, basicamente não existem as respostas padrões e sim respostas elaboradas com olhares mais críticos e baseadas no que acontece ou aconteceu naquele jogo.

Na minha opinião essa diferença vem principalmente da inteligência dos jogadores, além de esportes como vôlei e basquete serem mais estratégicos, com jogadas ensaiadas a todo momento o que automaticamente elimina aqueles que não absorvem uma rapidez de raciocínio necessária para jogar em alto nível.

De forma nenhuma estou dizendo que o futebol não é um esporte que necessita de inteligência e raciocínio, mas olhando o futebol no mundo hoje todos os olhos se voltam para o Barcelona, que joga um futebol extremamente inteligente e dinâmico, de alta movimentação e obrigando os jogadores a execuções de jogadas com perfeição e rapidez.

Repare nos times que estão na ponta ultimamente, como Internacional, Corinthians, Fluminense, todos eles contam com times que além da "bola" também têm personalidade e futebol inteligente, o que só é possível, com o perdão da redundância, com jogadores inteligentes.

A premissa contrária também é verdadeira, times que ano após ano não saem do lugar e sempre com alguns mesmos jogadores, que no meio do jogo na hora de driblar o goleiro e fazer o gol, se atiram para cavar um pênalti ou falta.

Concorda?

Festa da Uva no gauchão

O Caxias foi campeão do 1° turno do Campeonato Gaúcho, a Taça Piratini, com méritos bateu o Grêmio, venceu o Novo Hamburgo fora de casa e já está na grande final do Gauchão. O Juventude por pouco não venceu na semi e protagonizou um inédito clássico CAJU na final do turno do campeonato regional.

Enquanto isso onde estão os times da região sul do estado? Pelotas, Brasil e outros?

Caxias do Sul e Pelotas são cidades semelhantes em população e tamanho, o que as diferencia, e não quero entrar nesse mérito, é principalmente a economia. Sim, mas no esporte pelo que se sabe, essas diferenças financeiras não são tão grandes, Pelotas e Brasil (mesmo na 2ª divisão) tem folhas salariais no mesmo patamar que os times da serra e outros do estado.

Se destrincharmos o campeonato veremos que temos quatro times da capital, três da zona metropolitana, três da serra, dois da região central, um do vale, dois do norte e somente um time da zona sul. Isso quer dizer que não temos bons times aqui? Acho que não, tem muito mais nesta resposta do que somente futebol, e em minha opinião o “x” da questão é a cultura. Nossa região tem que pensar grande, não se contentar por estar na primeira divisão ou por não cair, temos que pensar como pensam lá em Caxias, vide notícias antes do jogo contra o Grêmio, onde o que ecoava na serra era o desejo de mudar o eixo das decisões do futebol gaúcho para lá com uma final entre os dois times da cidade, o que quase aconteceu.

Por aqui escutamos provocações por um time estar em uma divisão e outro em outra, onde o que deveria acontecer era a flauta por um time ter ganhado do outro em um clássico jogado na 1ª divisão, a flauta é muito salutar, mas até ela tem diferentes níveis. Pode-se dizer ainda da 2ª divisão onde vemos proporcionalmente muito mais times da metade norte do estado do que da metade sul, inclusive times de cidades pequenas do porte de Canguçu ou São Lourenço do Sul, que se mobilizam, geram e fomentam a economia e toda uma cidade.

Temos que pensar pra frente, pra cima, com planejamentos duradouros e a longo prazo, então, momentos como o Pelotas na final do turno ano passado ou o Brasil na série B do Brasileiro possam ser constantes por aqui na terra do pêssego como já foram e estão voltando a ser na terra da uva.

Ser pai

Sentir um amor tão forte por alguém que nunca realizou um contato visual sequer contigo, que não trocou nenhuma palavra e que não tem entendimento do que acontece ao seu redor. Uma das definições de ser pai.

É algo divino, sentir-se pai pela primeira vez, nos remete a presença de Deus. Tinha dúvidas do momento que “a ficha iria cair”, mas no exato momento que o Ricardo foi colocado em meus braços pela enfermeira senti os braços tremerem, os olhos lacrimejarem e um sentimento misturado de responsabilidade, alegria e alívio explodiu em mim, é maravilhoso como que em um segundo possa ocorrer tamanha mudança, uma mudança que vai ficar pra sempre, num instante toda uma visão da vida muda, os olhos se voltam para outros prismas e a família de dois mostra seu fruto e vira três, com este terceiro sendo o fator dominante daqui pra frente.

Sentimento é difícil de explicar é verdade, mas hoje sei o que todos que já foram pai e amam seus filhos sentem, claro que cada um com suas particularidades diferentes, mas o principal permanece sendo esse amor de pai pra filho, que é diferente do amor por uma alma gêmea, mas estes se misturam formando um amor que junto com o amor de Deus moldam e norteiam a minha família que agora veleja à três.

Educação e Esporte

Neste final de ano, como fã de esportes, aproveitei pra olhar alguns jogos de futebol americano profissional, e me espantei, no bom sentido. Esse espanto foi ainda maior quando vi um jogo universitário. O que chamou a minha atenção foi a grandiosidade do evento-show, sim, pois é um show, desde o pré-jogo, a transmissão com câmeras e replays de todos os ângulos, a organização típica americana, claro com marketing e propaganda em qualquer canto do estádio, este, por sua vez, sempre lotado, 70, 80, 90 mil pessoas em estádios que se tornam verdadeiros monumentos da arquitetura, óbvio que este sucesso deve-se muito a temporada regular de jogos ser de apenas 4, 5 meses, o que ajuda na empolgação do público, mas mesmo assim, na última rodada times eliminados tem a casa cheia pois os ingressos foram esgotados antes mesmo da temporada começar. Isso sem falar no jogo em si, que apesar de muito estratégico, é fascinante, muito dinâmico e de alta intensidade.

Mas definitivamente o que mais me deixou impressionado foi a íntima relação entre educação e esporte, isto não é somente no futebol americano, mas que outro lugar na hora da escalação dos times o nome do jogador vem junto com a faculdade cursada pelo mesmo. Quando se fala do futebol universitário isso aflora ainda mais, pois o show e o público são os mesmos, e os alunos tornam-se estrelas esportivas antes mesmo de escolherem uma profissão. Claro que é possível um jogador largar a faculdade e seguir para o esporte profissional antes de terminar os estudos, mas todos os anos os times profissionais recrutam os melhores universitários para seus times naturalmente, como se fossem as nossas “categorias de base”.

Mesmo sabendo das contradições norte-americanas, a relação educação e esporte deles é um modelo, sem hipocrisia de patriotismo, aquilo que vemos nos filmes americanos que tem os esportes em seu tema central é a mais pura verdade, desde o high school (ensino médio deles) as equipes tem campeonatos regionais, estaduais e nacionais a disputar que trazem a escola e faculdade além de prestígio, premiações que contribuem para que essa metodologia continue, deixando os estudantes no lugar que devem estar, ou seja, dentro da escola ou universidade, além de aumentar o nível de conhecimento da futura população e trazer opções aos problemas sociais que existem tanto lá quanto cá.